sábado, 10 de abril de 2010

Minha agonia em querer ficar estática!!

Era bem mais cheia de energia, percebo que travar por 1 ano em garimpos de pesquisas na grande cidade me fez perder um monte de novidades, um monte de produções. Ué? Mas o mundo não está ágil? Ele não tem 140 caracteres e cada vez mais se atesta que o jornal embrulha peixe? Então não há tempo há é momento e se eu quiser, me arrumo e saio, o que não quero é achar que acabou, acaba nada, foi só a Estação que mudou.

Hoje eu quero sair só


O título é breguésimo, mas o Lenine tem um tanto de nostalgia e outro punhado de egocentrismo- palavras que resumem bem o que ando por viver.

Pensei zilhões de vezes esta semana em fazer um novo blog, já que até a hipermídia é dividida em compartimentos , mas o fato de estar há um ano sem viver e ouvir contos de solterice feminina- perfil deste blog desde 2005- não excluo a possibilidade de colocar meus novos fragmentos no chegateamim e opto por não ter mais um, vou ficar com este mesmo, não tenho culpa se minha vida muda e minha cabeça é louca rsrsrs.

Então enquanto estou aqui meio MPB após ter lido de novo o poema em Linha Reta do Pessoa*, constato que escrevo menos por ter praticamente a certeza de que não sou princesa com atitudes e ações minimamente calculadas e previstas. De humano se vive, se exprime, se mata, se perde.

E É sobre a ausência que tenho sentido desejo declarar o quanto a sinto, é mergulhada na ausência só tenho lembranças da felicidade, só consigo me recordar isso, sou louca? Eita, principalmente quando durmo porque nos sonhos bailo na barra de Londres, minha filha nascerá aos meus 35 anos, minha mãe mora numa casa imensa e aquecida, recebo ligações do Japão e vou ao barzinho de música brasileira dançar “Toda menina baiana tem um jeito que Deus dá...”, acompanhada de uma única pessoa, o mundo e as atitudes tem rusgas e vencem como despesa todo mês, é a idade.

É preciso crescer e ter calma “um pouco mais de alma “ e no do –ré- mi só sinto a ausência, sinto que a casa muda, o meu amor é magnífico, eu mesma tenho aprendido que a estou a sós, que preciso estar só para ser melhor e pior, e que o minuto corre que nem o cometa que vi em Algodoal, e a vida é linda sim- porque tem na da ausência algum encanto humano, um pouco do desgosto, muito da morte e muitas trocas de pele, mas a ausência respeita com devoção os momentos ilumidados porque habitam lá na alma, junto com a dor.



•Na íntegra:: http://www.releituras.com/fpessoa_linhareta.asp

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Sonhos, sonha-se muito no meio do mato...

Enviado após uma conversa entre sapatilhas e galochas de trator:

"O sonho apenas me mostra o quanto sou analfabeto emocional. Não havia compreendido nada do que senti no dia anterior".

Por Fabrício Capinejar, muito me serve nessas últimas semanas.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009


Eu tenho muitas coisas pra fazer entre elas pentear o cabelo, acordar depois das 9h36 e não querer mais usar calça jeans, mas o que não sei fazer hoje é te perder.
Não admito toalhas no chão, ESPN 24horas e coca cola faz muito mal, o que não sei fazer hoje é te perder, mas sei perder a chave de casa. Não sei perder o prumo, me incomoda, entenda que tem coisas que é só olhar duas vezes, por exemplo, olhe duas vezes pra mim e devagar é só uma vez por dia, você vai entender... por que o que eu não sei fazer ainda é te perder, mas por favor “não se perca de mim, não se esqueça de mim nem desapareça”... A banda pode passar, cantarolar marchinhas e minha fantasia pode se perder para a outra ala, o que não sei fazer hoje é te perder, mas amanhã eu não sei, então aproveita que hoje o que eu não sei fazer é te perder. ok?

sábado, 22 de agosto de 2009

Se meu saco ta cheio, eu vou encher o dos outros pra quê?


Há algumas semanas fui a um jantar com gente importante aonde uma moça se ateve a falar, falar e a falar sem parar durante uma hora seguida sobre recorrências ao Procon e sua unha quebrada na hora do barraco, não sei se foi o vinho, os 20 e poucos anos, o esmalte Tomate ou a velha mania da mulher parecer maior do que o salto agulha. Que droga, não tenho paciência e fiquei de saco cheio

Nada me deixa mais irada do que gente que faz incessantemente a mesma ação: fala sem parar, que urge sem parar, que complica sem parar que se opõe sem parar e que se acha alguma coisa sem parar... Não que eu não me inclua nesse rol de enjôos, mas quando ocorre com outros meu coração dói mais e aciono o a tecla “mute” e “pause” pra ver se o sol brilha um pouco mais lá fora.
Odeio brigas e discussões com indivíduos assim, mas não sei onde acho o diacho do motivo pra discutir tanto com a minha mãe, tem tanta diferença que todo dia ela me parece mais essencial e admirável, meu pai habita exatamente o outro lado do meu solo e não tem e-mail, nem dá tempo de discutir porque quando ele liga é natal e são 23horas no Brasil, são 11horas lá e tem neve na rua.

Ando mesmo é de saco cheio da velha mania do brasileiro em achar que se virou teu colega tem ingerência sobre a tua vida, de saco cheio da liberdade de expressão e a velha mania de reproduzir as gírias da novela das 20h da Globo, não sei que porra de tique “tic” que as pessoas fazer por aí com o pescoço encurvado pro lado esquerdo, não falo nada, eu aperto o “mute” congelo a cena e vou ao banheiro. O mundo tem me neurado!

Mas pra variar discutir, discutir mesmo saco minha metralhadora na mamãe e no namorado, não sei pra que quis tanto namorado se me comporto mal ao menos uma vez por semana, me pego às vezes chegando décimo quarto minuto de tempo -da moça do jantar- discutindo a carência de professores capacitados no ensino superior, quero um namorado ou quero um ativista utópico de um partido comunista?!
Não que eu não já tenha louvado a Che, mas gosto de lingerie CK e, ferrou, tenho dois Nike na sapateira, o que não me deixa digna da minha luta a favor de pós graduação, “linha de pensamento político ético e inteligível” para professores do ensino superior, até porque as pessoas mais insalubres que conheço tem pós doutorado e óbvio, não tem um Nike na sapateira, mas tomam Cuba Libre (feito com coca cola- há!).

Namorado, mãe e pai japonês não podem participar dos meus discursos e meu ativismo sobre “a fome no mundo”, e acho que escrevo pra que eles me leiam em assuntos indigestos, dessa forma, fico liberada para que a noite eu possa- sem irritações- jantar com meu namorado, ir ao barzinho com a mamãe, e escrever uma carta cheia de fotos pro papai. Estou de saco cheio, mas não ta legal encher o do outros, principalmente de pessoas que tem funcionalidades mais interessantes.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

MACHO NASCEU PRA SER FILHO


Ainda acho incrível como poetas contemporâneos amaram de forma leal: Vinícius de forma leal a cada período distinto (poucos anos cada uma) e Neruda em plenos anos 70 trancafiado com a Matilde numa praia não desejando que ela saísse de suas vistas por segundos...
Acho incrível! e cada um desses amores temporariamente assustadores. Acredito na evolução política e construtiva dos machos, mas descabeladamente não creio que eles consigam ser um pouco dos dois poetas; (Vinícius: amar mais de um ano e Neruda: obcecadamente).

Outro dia me peguei comparando aos cinco relacionamentos heterossexuais de amigos e parentes, um já foi desleal e outros, todos, acabaram, fiquei triste pensando o quão escroto é namoro, caso, casamento acabar e o pior, alguém sempre lamenta e em geral, somos nós “as parideiras do universo” choramos porque somos deixadas ou porque deixamos e temos peso na consciência... Na realidade acho que felicidade plena para o homem é só ter felicidade, coisa que não podemos dar toda hora porque inchamos todo mês e altera até o nosso humor aquoso, porque nos preocupamos com coisas que eles consideram besteira e fingem que não te ouvem, porque é preciso que os tratemos ao amanhecer que nem filhos e ao anoitecer que nem pais- Gols da Rodada- e foda-se vai aparecer uma gostosa na televisão que ele vai rir e a retina dele vai dilatar e ai é que você se surpreende e ele se supera quando descobre que aquele carrão tá com 50% de desconto no próximo sábado (você ia a praia com ele) e ele vai à concessionária olha-lo e não vai comprar porque lembrou que é apegado ao que ele tem na garagem dele ou algum outro motivo confabulado.

Não sei se determinados fatores e descobertas fazem com que piremos e acabamos o relacionamento com esses chatos ou se nos deixam ainda mais envolvida porque macho é o karma mais caótico das mulheres seja o estado civil que ela estiver, por que tem o lado ótimo deles: nada se compara a temperatura das mãos deles quando te afaga no inverno, quando eles devoram um sanduíche sem muita classe e você ri ou quando eles te ouvem por mais de 10 minutos com uma atenção de verdade- não a fingida- eu adoro os homens, eles são engraçados, me estressam, me amam, pensam que me enganam, não confio em nenhum de nenhum tipo físico, mas não consigo viver sem ser mãe e filha de um exemplar deles pelo menos uma vez ao dia. Um dia esse sistema vai ser destruído e da terra vão brotar homens que consigam ser um pouquinho de Vinícius e Neruda, talvez isso ocorra no mínimo daqui um século... que pena!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

pavor

Assim como a licença a maternidade, eu acho que deveria rolar uma licença aos amores e “desamores”, tipo quinze dias grudado com a sua novidade ou quinze dias pra você lamentar e ficar que nem um lixo na sua casa.

Não esquecendo quantos copos de álcool consumi, quantos caras em vão se passaram, só posso reconhecer que agora estou bem, muito bem e apavorada do que meus sábados de balada.

Tenho medo de depilação, tenho medo de chatear as pessoas, tenho medo da minha preguiça, tenho medo de comer nuggets e passar mal de novo, tenho medo de reconhecer as estrelas e de que estou apaixonada, Superssa, minha amiga, ao passear com o cachorro e este indivíduo, eu estufaria o peito e apresentaria a quem estivesse do outro lado da calçada, este senhor apresentaria a qualquer ser humano que estivesse a passear. Tenho pavor, de amores sentidos por UM que anda de skate sem joelheiras e acorda cantando musicas bregas me fazendo morrer de rir, isso distorce o meu mau humor matinal, distorce minha rotina e me deixa com saudades na outra metade do dia, na hora do sol, em geral.

Acho que tenho medo, sobre o que posso fazer com um guarda roupa semi dividido, uma TV semi dividida, um dia semi dividido e com o fato de ser apresentada aos relacionamentos “pós 20 anos” e tenho a impressão queridos Sueli Costa/ Vitor Martins: que “estou ligada num futuro blue” (MESMO) e desligada da sintonia mau humorada: com o ouvido grudado ao telefone, dedilhando palavras bonitas, olho o relógio, e fico avoadinha, avoadinha, que perda de controle, nossa que pavor da novidade!

Assim como na “depressão pós parto” que ainda está incluso na licença a maternidade, surgem questionamentos: - sei cuidar? – te dou atenção? – sufoco? – sou “aberta” demais? – não sei cozinhar, tudo bem? – vou repetir o vestido! – to de calcinha bege.

Me mandem pro divã pra terapia do sono, preencham meus horários, não to me reconhecendo! novidades me apavoram e assim verbalizo sem parar ligada no momento blue, anexo em mim um benjamim a dois fios, o foco agora não é apenas eu, tenho que cuidar de outras coisas e conseguir compartilhar meu travesseiro preferido: estou apavoradamente apaixonada meu instante blue já começou, que merda teatral!