Por Luciana Ferreira, jornalista, melhor amiga e "amarga" como eu.
Ok, sabemos que esse tema é recorrente, mas é que ele nunca deixa de dar um nó em nossas cabecinhas – graças a Deus –pensantes. Quer dizer, ser um ser pensante tem sido uma vantagem competitiva, muito pelo contrário. Não conseguimos entender e, por favor quem tiver um resposta, diga, please. O que fazemos de errado?
Ok, sabemos que esse tema é recorrente, mas é que ele nunca deixa de dar um nó em nossas cabecinhas – graças a Deus –pensantes. Quer dizer, ser um ser pensante tem sido uma vantagem competitiva, muito pelo contrário. Não conseguimos entender e, por favor quem tiver um resposta, diga, please. O que fazemos de errado?
Não nasci rica, é verdade, mas minha mãe deu um jeito de limpar meu bumbum com óleo Johnson & Johnson para peles sensíveis. Me alimentou com leite NAM, me proporcionou a felicidade de ir à escola com a lancheira da Mônica – um sucesso naquele tempo... Me deu Danoninho, a casa, o furgão da Barbie e a própria Barbie Noiva.
Entrei na faculdade que escolhi, fiz pós-graduação em business, em business, caros! Li muitos livros sobre temas diversos, vi filmes ABCDEF e tentei investir no meu auto-conhecimento com terapia e na espiritualização com Yoga.
Também invisto em beleza porque nem por isso pretendo ser daquelas mulheres de óculos de grau fundo de garrafa e cabelos com as pontas secas.... Nãaao, além de tudo uso pré - shampoo francês, shampoo italiano para cabelos mistos que sofreram processos químicos, faço academia –de vez em quando- body pump, body jump, spinning....tudo para além de um cérebro ser também um corpo apresentável.
Poder me convidar para sair com seus amigos. Vou conversar com todos a noite inteira, sorrir, ser supersimpática, agradável. Pode me levar para almoçar com a família aos domingos porque também sei cantar no videokê, gosto de crianças, sei puxar o saco da sogra e finjo que como de tudo para não fazer feio.
E hoje, um cidadão me pergunta: - por que tanta amargura? (Cómo?) Pedi a ele que repetisse Benzinho, queridinho, lindinho, fofinho, entenda: Era um domingo, fim de um fim de semana idiota. Queria ter ido ao cinema ver comédia boba e comer pipoca. 48 horas e 0 convites para o programa emocionante. Meu ex-namorado resolveu me ligar e não foi para me fazer uma proposta tipo: vamos casar, morar numa cabana, viver de amor e nos alimentar de vento. Foi para me torrar a paciência, aliás, sinto a necessidade de passar para esse outro assunto: por que é que esses cidadãos do sexo oposto adoram alugar os nossos ouvidos com seus superproblemas? F-O-F-O, não estou interessada neles, é a má notícia, mas mesmo assim, com aquela educação inglesa repassada por minha mãe, que é uma lady, ouço, ouço pacientemente cada uma das lamentações destes seres e depois, acreditem, emito uma opinião/resolução para cada uma delas.
Minha amiga me ligou e estava chocada. Era a segunda vez num intervalo de 24 horas que ela era pega para psicóloga. Ela, depois de anos desempenhando essa ingrata função resolveu se rebelar e o indivíduo resolveu se ofender. Explico: ela sempre foi apaixonada pelo “príncipe encantado” e este bonitinho teve a brilhante idéia de contar a ela que estava apaixonado por uma mulher fantástica, isso, usou esse adjetivo, fantástica e queria dividir isso. Ãn?
Enfim, decidi fazer essa crônica desabafo... Algo emblemático- pelo menos para mim – como a queima dos sutiãs em praça pública por mulheres cansadas de serem submetidas aos padrões machistas, um grito que para mim fosse uma catarse, mais aliviante do que imagino ter representado a descoberta das pílulas anti-concepcionais. Quero dizer que mudei sim e se é “das Jecas que eles gostam mais” Aqui vai meu pronunciamento oficial:
Sou amarga mesmo. Sou daquelas que odeia casais felizes da rua, da novela e dos filmes. Não acredito em fidelidade, amor eterno, xuxu e nhenhenhén. Não acho que o homem da minha vida vai estar de terno no trem, nem na padaria durante o coffee break, nem no elevador do prédio onde eu trabalho me recebendo um bom dia e abaixando discretamente os óculos Ray Ban para dar uma conferida no meu corpitcho.
É isso. Adeptas?
6 comentários:
hahaha, pois apoiadíssima! Agr me eplica: p q ser mulher maravilha se o final não trai sacarina? (q ainda por cima nõa engorda?). Beijinhos, Manu
adorei o texto. e adpto simmmmmmmmm, abixo príncipes encantados que depois de 2 semanitas viram sapo. por isso sou e vou continuar sendo amante da paixão rápida e sem lógica, das noites em baladas colecionando carinhas pra me bancarem, no cinema, jantar, almoço e oq ue tiver mais. ME DEU UM FORA, HÁ MEU BEMMMMMMMMM, então vai passando pois figurinha repetida não completa albúm, a fila anda e já tem um me esperando, kkkk. bjos, botei vc como link no meu blog...
????
cade o meu comment?????
:(((
Adorei!
apoiada.
Acho que depois dos trinta anos, fiquei cética e ácida também. :)
Um beijão! :*
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