
O beijo é uma ação primitiva os cachorros lambem, os gatos se esfregam, os peixes nadam beijando, os sapos são nojentos e definitivamente não nasceram para serem beijados e nossos príncipes usam algumas vezes bermuda, meia e tênis de colégio (ui) ou protegem a pele como Carlos Miele e suas calças sensacionais...
Vinícius, 28 anos, cineasta inspirado na cena de Cinema da Boca Paulistana, é desses compatíveis com estilo Miele tem um visual incrível, contemporâneo, já leu os Contos Russos, têm a coletânea de Milles Davis as vistas em sua sala de estar sedutoramente no enfoque da meia luz, entende de vinhos, culinária mediterrânea e acima de tudo está sempre apaixonado por uma grande mulher (seja ela quem vier a calhar) não é a toa que ele anda preferencialmente com mulheres, três, no máximo por que intuitivamente sabe que números impares e mulheres o abismo demora a chegar.
Como Brisa, Carla e Ana Nery conseguiriam conciliar algo tão resplandecente (conforme o último cavalheiro exclamou na última semana) com cafés, cinemas, teatros e baladinhas aos sábados, entre as experimentações deste sexo oposto apoliticamente em meio da vida tão cheia de graça dessas moças.
Restam-vos cortesias vindas dos altos 1,90m do homem que sabe serenizar uns beijos nas três meninas de campos e laços de fita... Não é tão correto, nem justo, mas enamorar os três pontos de luz virou um romance momentâneo e nem um pouco melancólico.
O beijo virou cenário dos cumprimentos constantes e nem um pouco “depravados” e longe da linha emo sem fundamentos, fazer amor, sentir paixão pode se resumir a risadas estonteantes e conversas infinitas. O moço que ao contrário do que o padrão do amor assertiva por aí ele pode ser muito mais mágico quando se é compartilhado, por mais que não haja o sono compartilhado entre essas partes, a paixão admirada por essas três mulheres permitiu que o Vinícius fosse tão quanto Moraes ao adorá-las de uma só vez.
Essa vivência foi para Ana Nery uma válvula para que o romance com Teodoro surgisse, por mais que tenha sido involuntário. Téo e Ana se conheceram na calçada de uma avenida movimentada quando Ana procurava por um isqueiro solidário para acender a última nicotina de direito ao final daquele dia cheio de relatórios, Téo (como o chama) a atendeu não só ao acender aquele papel em forma de canudo cheia de violentas substâncias como atendeu as suas preces por um rapaz “apessoado” e com um sorriso que ao sair daqueles traços afinados cintilavam por um meio segundo... putz, logo aquele instante os conduziu para uma conversa breve, ela não podia deixar o sorriso da chama do cigarro passar desapercebido... Uma acidez no humor os cinco minutos de papo os levaram para cinco dias de ligações e trocas de torpedo como qualquer comecinho de flerte.
Se o rapazola que desejas sair te convida para a temível roda de amigos, é um, ou melhor, um bom sinal!
Ana vai à festa recomendada e se depara com um rapaz intimamente ligado às causas ambientais, o que para ela é admirável, porém um pouco inaudível, já que a única coisa que a compete é separar “lixos secos de orgânicos”. Aqueles assuntos que envolvia o Greenpeace e todas as normas técnicas, muitos, inclusive portavam pesadas bolsas feitas de fibras de coco e falam alto, preferiam iluminar o ambiente com vela fabricada a partir de cera não tão agressiva questões como documentário do Al gore, o derretimento das geleiras e milhares de cientistas que ela só ouviu falar no primeiro ano da faculdade quando ambientalistas do curso de oceanografia paralisaram a Universidade por 10 dias!
Ana Nery se sentia interessada e cada vez mais por fora do “meio ambiente”, nunca tinha visto ninguém que estava ali na vida, sem contar que o moço era o fundador daquele “braço” do Greenpeace que estava a naquela festa.
Entre falatórios e muitos cumprimentos, Teo, que era um dos mais “badalados”, voltou do banheiro com um sorriso mais aberto e gargalhável e disse:
- Sabe o meu sócio que te apresentei ainda pouco, o Gomes?
- Ai, Téo nem sei me apresentaste tantas pessoas...
- Ele disse que te beijou numa festa e que ele saiu um instante para comprar uma cerveja e quando voltou, estavas com outro e ainda disse que tu és ‘ligeira’.
- Não era eu Téo, esse rapaz deve ter me confundido...
...
- AH! Eu me lembro, desculpa que vergonha... Mas eu não me lembro do rosto dele, apenas da situação, lembro que beijei em seguida um cara muito chato e que fiquei envergonhada de modo que eu fiquei a fim dos dois, o que eu podia fazer?!
Nesses excessos de ‘escapolidas’ tudo que a Ana queria naquele minuto era se enterrar, rememorar o dia em que beijou o tal sócio era remete-la a um dia em que tinha bebido demais, tanto que se esforçou para apagar a ressaca moral daquela balada...
- Téo, olha, desculpa por esse constrangimento...
- Sublime, minha cara, eu ainda não parei de rir dessa situação e de achar que tu és ainda mais bela e interessante por me revelar que tens desejos e os vives por essa primeira impressão, eu por fim desejo pluraliza-la... Que tenhamos mais e mais mulheres contemporâneas com tu, minha querida!
Vinícius, 28 anos, cineasta inspirado na cena de Cinema da Boca Paulistana, é desses compatíveis com estilo Miele tem um visual incrível, contemporâneo, já leu os Contos Russos, têm a coletânea de Milles Davis as vistas em sua sala de estar sedutoramente no enfoque da meia luz, entende de vinhos, culinária mediterrânea e acima de tudo está sempre apaixonado por uma grande mulher (seja ela quem vier a calhar) não é a toa que ele anda preferencialmente com mulheres, três, no máximo por que intuitivamente sabe que números impares e mulheres o abismo demora a chegar.
Como Brisa, Carla e Ana Nery conseguiriam conciliar algo tão resplandecente (conforme o último cavalheiro exclamou na última semana) com cafés, cinemas, teatros e baladinhas aos sábados, entre as experimentações deste sexo oposto apoliticamente em meio da vida tão cheia de graça dessas moças.
Restam-vos cortesias vindas dos altos 1,90m do homem que sabe serenizar uns beijos nas três meninas de campos e laços de fita... Não é tão correto, nem justo, mas enamorar os três pontos de luz virou um romance momentâneo e nem um pouco melancólico.
O beijo virou cenário dos cumprimentos constantes e nem um pouco “depravados” e longe da linha emo sem fundamentos, fazer amor, sentir paixão pode se resumir a risadas estonteantes e conversas infinitas. O moço que ao contrário do que o padrão do amor assertiva por aí ele pode ser muito mais mágico quando se é compartilhado, por mais que não haja o sono compartilhado entre essas partes, a paixão admirada por essas três mulheres permitiu que o Vinícius fosse tão quanto Moraes ao adorá-las de uma só vez.
Essa vivência foi para Ana Nery uma válvula para que o romance com Teodoro surgisse, por mais que tenha sido involuntário. Téo e Ana se conheceram na calçada de uma avenida movimentada quando Ana procurava por um isqueiro solidário para acender a última nicotina de direito ao final daquele dia cheio de relatórios, Téo (como o chama) a atendeu não só ao acender aquele papel em forma de canudo cheia de violentas substâncias como atendeu as suas preces por um rapaz “apessoado” e com um sorriso que ao sair daqueles traços afinados cintilavam por um meio segundo... putz, logo aquele instante os conduziu para uma conversa breve, ela não podia deixar o sorriso da chama do cigarro passar desapercebido... Uma acidez no humor os cinco minutos de papo os levaram para cinco dias de ligações e trocas de torpedo como qualquer comecinho de flerte.
Se o rapazola que desejas sair te convida para a temível roda de amigos, é um, ou melhor, um bom sinal!
Ana vai à festa recomendada e se depara com um rapaz intimamente ligado às causas ambientais, o que para ela é admirável, porém um pouco inaudível, já que a única coisa que a compete é separar “lixos secos de orgânicos”. Aqueles assuntos que envolvia o Greenpeace e todas as normas técnicas, muitos, inclusive portavam pesadas bolsas feitas de fibras de coco e falam alto, preferiam iluminar o ambiente com vela fabricada a partir de cera não tão agressiva questões como documentário do Al gore, o derretimento das geleiras e milhares de cientistas que ela só ouviu falar no primeiro ano da faculdade quando ambientalistas do curso de oceanografia paralisaram a Universidade por 10 dias!
Ana Nery se sentia interessada e cada vez mais por fora do “meio ambiente”, nunca tinha visto ninguém que estava ali na vida, sem contar que o moço era o fundador daquele “braço” do Greenpeace que estava a naquela festa.
Entre falatórios e muitos cumprimentos, Teo, que era um dos mais “badalados”, voltou do banheiro com um sorriso mais aberto e gargalhável e disse:
- Sabe o meu sócio que te apresentei ainda pouco, o Gomes?
- Ai, Téo nem sei me apresentaste tantas pessoas...
- Ele disse que te beijou numa festa e que ele saiu um instante para comprar uma cerveja e quando voltou, estavas com outro e ainda disse que tu és ‘ligeira’.
- Não era eu Téo, esse rapaz deve ter me confundido...
...
- AH! Eu me lembro, desculpa que vergonha... Mas eu não me lembro do rosto dele, apenas da situação, lembro que beijei em seguida um cara muito chato e que fiquei envergonhada de modo que eu fiquei a fim dos dois, o que eu podia fazer?!
Nesses excessos de ‘escapolidas’ tudo que a Ana queria naquele minuto era se enterrar, rememorar o dia em que beijou o tal sócio era remete-la a um dia em que tinha bebido demais, tanto que se esforçou para apagar a ressaca moral daquela balada...
- Téo, olha, desculpa por esse constrangimento...
- Sublime, minha cara, eu ainda não parei de rir dessa situação e de achar que tu és ainda mais bela e interessante por me revelar que tens desejos e os vives por essa primeira impressão, eu por fim desejo pluraliza-la... Que tenhamos mais e mais mulheres contemporâneas com tu, minha querida!
E nesse formato “amores abertos para o mundo”, se construiu um bom conto de amor. Quem diria meus caros, vocês ainda podem evoluír como Téo e Vinícius!
Que assim seja!
Que assim seja!
3 comentários:
Não me identifico com os personagens masculinos descritos, mas compreendo que na verdade servem apenas para a composição de situações, Ah, essas sim...Gostei muito desse exagero balanceado entre o machismo/fantasia e o homem liberto; dessas relações em que o sexo pode ser muito facilmente substituido pelo deleite da companhia, são as preliminares públicas.
Congratulations
apreciadora desse formato de relacionamento, de homens pós modernos que ferem sem comedimento meu machismo intrínseco, apóio o apelo! que relacionamentos verdadeiros, libertos e fugazes dêem qualidade ao tempo em que esperamos o caboco paraense que vai nos pegar de jeito. hahahaha. Relacionamentos assim evoluídos são formas de exercitar a negação ao amor padrão, o desejo que tem que ser exclusivo. Embora eu, assumidamente hipócrita admita que desejo ser a única de um ser único. Mas as risadas valem, e como valem. Gostei da fábula e das misturas de cenas nem sempre fabulosas. Vamos publicar um dias essas bagaças todas num livro e eu, não como jornalista ilustre, mas como inspiração de parte dessas crônicas sonho em fazer a orelha. Quero mais. bjs
ah, o tão exclusivo e mágico multi-amor...
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